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Série Mês da Família 2025

Uma família restaurada permanece

Tani Girotto, 31 de agosto de 2025, Lucas 15:8-10

No último domingo do Mês da Família de 2025, Tani Girotto partiu da parábola da moeda perdida para mostrar que muitos valores se perdem dentro de casa sem que a gente perceba, pela distração, pelo engano e pela frieza. Como a mulher da parábola, somos chamados a acender a luz, varrer a casa e buscar até encontrar, convidando Jesus para entrar e restaurar a família.

No último domingo do Mês da Família de 2025, com a Comunidade Cristã Zoe Maringá no jejum pelas famílias e os nossos pastores em alguns dias de descanso, a Palavra foi trazida por Tani Girotto. O tema foi: uma família restaurada permanece. Ela retomou a mensagem do domingo anterior, que terminou na mesma passagem, a parábola da moeda perdida, em Lucas 15.

Ou ainda, uma mulher tem dez moedas valiosas e perde uma delas em casa. Porventura ela não vai acender uma luz e procurar por toda parte, varrendo cada canto até achar? E depois de encontrá-la, não chamará as amigas e vizinhas para que se alegrem com ela? Assim também há alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende. (Lucas 15:8-10)

O Evangelho é confronto

Ela começou com uma frase que ouviu: o Evangelho não é sobre conforto, é sobre confronto. Muitos de nós pensamos que, ao ir para Jesus, a vida ficaria sem problemas, o casamento perfeito, os filhos sem dar trabalho. Mas o Evangelho não foi dado para nos agradar, e sim para nos chamar a uma mudança de caminho. A Palavra é viva e eficaz, penetra no mais profundo e expõe o pecado (Hebreus 4:12). Esse confronto não vem para nos destruir, vem para nos curar: mostra o que estava quebrado e nos restaura, para deixarmos o velho homem e vivermos o novo.

Depois veio uma pergunta: por qual valor você trocaria a sua família? Sem perceber, muitas vezes trocamos a família por carreira, dinheiro, prazeres, ideologia e até por ativismo religioso. A Bíblia avisa que nos últimos dias os homens seriam egoístas, avarentos, ingratos e sem amor (2 Timóteo 3). Quando os valores se perdem, o lar fica frágil e os relacionamentos ficam rasos. E o mais grave é que essas trocas são invisíveis: não são conscientes, mas acontecem na prática. Um senhor casado havia cinquenta anos, perguntado por que antigamente os casamentos duravam mais, respondeu que na época dele, quando uma coisa quebrava, a gente consertava em vez de jogar fora.

A moeda perdida dentro de casa

Jesus contou essa parábola quando os fariseus criticavam o fato de Ele receber pecadores, junto com a da ovelha perdida e a do filho pródigo. A mulher perdeu algo de grande valor, que representava o fruto do seu trabalho, e perdeu justamente dentro de casa, o lugar que devia ser mais cuidado. Assim também temos perdido valores preciosos dentro das nossas casas. Cada família tem os seus, mas alguns precisam estar em todas:

  • Tempo de qualidade entre pais, mães e filhos.
  • Diálogo franco, olho no olho, e não só ordem e bronca.
  • Respeito entre pai e filho, entre marido e mulher.
  • Perdão, em vez de rancor e mágoa guardados.
  • Fé em comum: orar juntos, ter tempo de mesa.
  • A família como prioridade.
  • Disciplina e limite saudável, sem dureza e sem ausência de limites.
  • Afeto: abraço, palavra e carinho.
  • Integridade: falar a verdade, cumprir o que prometeu, não viver de aparência.
  • Serviço mútuo, em vez de cada um por si.

Satanás trabalha incansavelmente para que esses valores se percam. O papel dele é roubar, matar e destruir, e a família é alvo dele sem que a gente perceba. Por isso a igreja estava em jejum pelas famílias. Quando nos posicionamos para lutar pela nossa casa, a primeira coisa que o inimigo tenta é nos paralisar, às vezes com uma discussão em casa logo antes de sair para o culto.

Três fatores que destroem a família

A distração

Um soldado, antes de ir para a guerra, se prepara para não chegar distraído. O inimigo distrai a nossa vida pondo o urgente na frente do essencial. Em Lucas 10, Marta estava ocupada com algo bom e lícito, servir dentro de casa, mas não era o momento, e ela estava sem tempo para ouvir o Senhor. Todos temos uma ocupação, mas onde está o Senhor no nosso dia, na direção da casa, na educação dos filhos, na forma como marido e mulher se tratam? A oração é: Senhor, me dá olhos para ver além do natural e perceber o que está acontecendo dentro da minha casa, para eu não perder os meus.

O engano

O inimigo não aparece de chifre e tridente. Ele age com mentiras sutis, que parecem boas, e corrompe os valores do lar. Um dos maiores enganos é normalizar: o divórcio como primeira solução, a vida desregrada, a embriaguez, as drogas, porque todo mundo faz. Jesus disse que o diabo é mentiroso e pai da mentira (João 8:44). O engano também vem nas pequenas concessões, nas telas que tomam o dia inteiro e na comparação com outras famílias. Tudo o que toma o coração além do Senhor está nos roubando dele. E não cabe a desculpa de que não há dinheiro para ter tempo juntos: dá para caminhar, brincar dentro de casa e simplesmente estar com a família.

A frieza

O terceiro fator é a frieza, o individualismo em que cada um vive para si. Muitas vezes ela nasce da mágoa e da falta de perdão: alguém foi ferido e decidiu viver só para si, até o coração endurecer. Ela nos convidou a fazer um raio X da nossa casa e ver como cada um está, o que está faltando. Somos mordomos do que o Senhor depositou em nossas mãos. E isso vale também para os filhos: honrar, obedecer e confiar nos pais, que buscam ao Senhor e recebem dEle discernimento para dar direção.

Acender a luz, varrer e buscar até encontrar

A mulher da parábola teve três atitudes. A primeira foi acender uma luz. No escuro a gente tropeça e cai. A luz é a Palavra de Deus e a presença do Senhor: ela expõe o que está oculto, revela o que é importante e mostra o caminho certo. Não dá para viver à meia-luz, deixando Deus entrar só de vez em quando. Muitas vezes temos uma agenda cheia e um lar vazio, ou estamos de corpo presente em casa e com a mente longe. Acender a luz é decidir que a casa não será guiada pelas telas nem pelo humor de ninguém, mas pelo Senhor.

A segunda foi varrer. Não se trata de limpeza física, mas de tirar a sujeira acumulada com o tempo: mentiras, falta de diálogo, assuntos que nunca foram tratados. É preciso confrontar, sempre com amor, e ter conversas francas. Aos homens, ela falou da falta de sacerdócio: lares onde o pai não ora, não ensina a Palavra e não guia espiritualmente se perdem, e a mulher se sobrecarrega. O caminho é amar o Senhor acima de tudo e pedir: Deus, me ensina a ter um tempo contigo. Às mulheres, alertou contra a insubmissão disfarçada de empoderamento: somos auxiliadoras na mesma missão, e quando o marido não está bem, o nosso papel é cobri-lo de oração, não brigar. Aos jovens, lembrou que obedecer não é fraqueza e ser puro não é ser careta, e que quem tem o coração no Senhor não perde nenhuma oportunidade.

A terceira foi buscar até encontrar. É hora de parar de desistir da nossa casa, porque desistir não é uma opção. Isso inclui pedir perdão mesmo quando achamos que temos razão, sem deixar a frieza tomar o coração. Estamos gerando homens e mulheres que buscam o Senhor e sabem o valor de um lar. E quando Deus restaura, Ele não só recupera o que estava perdido: Ele acrescenta valor e eleva o nível da família.

Convidar Jesus para entrar

O primeiro milagre de Jesus foi num casamento (João 2), sinal de que a família é prioridade para Ele. Mas Jesus foi convidado para estar ali. E quem faz o convite é o dono da casa. No fim, ela chamou a igreja à frente para convidar Jesus a entrar onde ainda há frieza, tristeza, engano e coisas quebradas, e para clamar: Senhor, entra na minha casa, faz uma faxina e me mostra o que eu coloquei como prioridade acima da minha família. Quando Jesus entra, Ele tira a escuridão, limpa e faz milagres.

Esta ministração foi parte do culto de 31 de agosto de 2025. Assista ao culto completo.