Série Mês da Família 2025
Uma família restaurada permanece
No último domingo do Mês da Família de 2025, Tani Girotto partiu da parábola da moeda perdida para mostrar que muitos valores se perdem dentro de casa sem que a gente perceba, pela distração, pelo engano e pela frieza. Como a mulher da parábola, somos chamados a acender a luz, varrer a casa e buscar até encontrar, convidando Jesus para entrar e restaurar a família.
No último domingo do Mês da Família de 2025, com a Comunidade Cristã Zoe Maringá no jejum pelas famílias e os nossos pastores em alguns dias de descanso, a Palavra foi trazida por Tani Girotto. O tema foi: uma família restaurada permanece. Ela retomou a mensagem do domingo anterior, que terminou na mesma passagem, a parábola da moeda perdida, em Lucas 15.
Ou ainda, uma mulher tem dez moedas valiosas e perde uma delas em casa. Porventura ela não vai acender uma luz e procurar por toda parte, varrendo cada canto até achar? E depois de encontrá-la, não chamará as amigas e vizinhas para que se alegrem com ela? Assim também há alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende. (Lucas 15:8-10)
O Evangelho é confronto
Ela começou com uma frase que ouviu: o Evangelho não é sobre conforto, é sobre confronto. Muitos de nós pensamos que, ao ir para Jesus, a vida ficaria sem problemas, o casamento perfeito, os filhos sem dar trabalho. Mas o Evangelho não foi dado para nos agradar, e sim para nos chamar a uma mudança de caminho. A Palavra é viva e eficaz, penetra no mais profundo e expõe o pecado (Hebreus 4:12). Esse confronto não vem para nos destruir, vem para nos curar: mostra o que estava quebrado e nos restaura, para deixarmos o velho homem e vivermos o novo.
Depois veio uma pergunta: por qual valor você trocaria a sua família? Sem perceber, muitas vezes trocamos a família por carreira, dinheiro, prazeres, ideologia e até por ativismo religioso. A Bíblia avisa que nos últimos dias os homens seriam egoístas, avarentos, ingratos e sem amor (2 Timóteo 3). Quando os valores se perdem, o lar fica frágil e os relacionamentos ficam rasos. E o mais grave é que essas trocas são invisíveis: não são conscientes, mas acontecem na prática. Um senhor casado havia cinquenta anos, perguntado por que antigamente os casamentos duravam mais, respondeu que na época dele, quando uma coisa quebrava, a gente consertava em vez de jogar fora.
A moeda perdida dentro de casa
Jesus contou essa parábola quando os fariseus criticavam o fato de Ele receber pecadores, junto com a da ovelha perdida e a do filho pródigo. A mulher perdeu algo de grande valor, que representava o fruto do seu trabalho, e perdeu justamente dentro de casa, o lugar que devia ser mais cuidado. Assim também temos perdido valores preciosos dentro das nossas casas. Cada família tem os seus, mas alguns precisam estar em todas:
- Tempo de qualidade entre pais, mães e filhos.
- Diálogo franco, olho no olho, e não só ordem e bronca.
- Respeito entre pai e filho, entre marido e mulher.
- Perdão, em vez de rancor e mágoa guardados.
- Fé em comum: orar juntos, ter tempo de mesa.
- A família como prioridade.
- Disciplina e limite saudável, sem dureza e sem ausência de limites.
- Afeto: abraço, palavra e carinho.
- Integridade: falar a verdade, cumprir o que prometeu, não viver de aparência.
- Serviço mútuo, em vez de cada um por si.
Satanás trabalha incansavelmente para que esses valores se percam. O papel dele é roubar, matar e destruir, e a família é alvo dele sem que a gente perceba. Por isso a igreja estava em jejum pelas famílias. Quando nos posicionamos para lutar pela nossa casa, a primeira coisa que o inimigo tenta é nos paralisar, às vezes com uma discussão em casa logo antes de sair para o culto.
Três fatores que destroem a família
A distração
Um soldado, antes de ir para a guerra, se prepara para não chegar distraído. O inimigo distrai a nossa vida pondo o urgente na frente do essencial. Em Lucas 10, Marta estava ocupada com algo bom e lícito, servir dentro de casa, mas não era o momento, e ela estava sem tempo para ouvir o Senhor. Todos temos uma ocupação, mas onde está o Senhor no nosso dia, na direção da casa, na educação dos filhos, na forma como marido e mulher se tratam? A oração é: Senhor, me dá olhos para ver além do natural e perceber o que está acontecendo dentro da minha casa, para eu não perder os meus.
O engano
O inimigo não aparece de chifre e tridente. Ele age com mentiras sutis, que parecem boas, e corrompe os valores do lar. Um dos maiores enganos é normalizar: o divórcio como primeira solução, a vida desregrada, a embriaguez, as drogas, porque todo mundo faz. Jesus disse que o diabo é mentiroso e pai da mentira (João 8:44). O engano também vem nas pequenas concessões, nas telas que tomam o dia inteiro e na comparação com outras famílias. Tudo o que toma o coração além do Senhor está nos roubando dele. E não cabe a desculpa de que não há dinheiro para ter tempo juntos: dá para caminhar, brincar dentro de casa e simplesmente estar com a família.
A frieza
O terceiro fator é a frieza, o individualismo em que cada um vive para si. Muitas vezes ela nasce da mágoa e da falta de perdão: alguém foi ferido e decidiu viver só para si, até o coração endurecer. Ela nos convidou a fazer um raio X da nossa casa e ver como cada um está, o que está faltando. Somos mordomos do que o Senhor depositou em nossas mãos. E isso vale também para os filhos: honrar, obedecer e confiar nos pais, que buscam ao Senhor e recebem dEle discernimento para dar direção.
Acender a luz, varrer e buscar até encontrar
A mulher da parábola teve três atitudes. A primeira foi acender uma luz. No escuro a gente tropeça e cai. A luz é a Palavra de Deus e a presença do Senhor: ela expõe o que está oculto, revela o que é importante e mostra o caminho certo. Não dá para viver à meia-luz, deixando Deus entrar só de vez em quando. Muitas vezes temos uma agenda cheia e um lar vazio, ou estamos de corpo presente em casa e com a mente longe. Acender a luz é decidir que a casa não será guiada pelas telas nem pelo humor de ninguém, mas pelo Senhor.
A segunda foi varrer. Não se trata de limpeza física, mas de tirar a sujeira acumulada com o tempo: mentiras, falta de diálogo, assuntos que nunca foram tratados. É preciso confrontar, sempre com amor, e ter conversas francas. Aos homens, ela falou da falta de sacerdócio: lares onde o pai não ora, não ensina a Palavra e não guia espiritualmente se perdem, e a mulher se sobrecarrega. O caminho é amar o Senhor acima de tudo e pedir: Deus, me ensina a ter um tempo contigo. Às mulheres, alertou contra a insubmissão disfarçada de empoderamento: somos auxiliadoras na mesma missão, e quando o marido não está bem, o nosso papel é cobri-lo de oração, não brigar. Aos jovens, lembrou que obedecer não é fraqueza e ser puro não é ser careta, e que quem tem o coração no Senhor não perde nenhuma oportunidade.
A terceira foi buscar até encontrar. É hora de parar de desistir da nossa casa, porque desistir não é uma opção. Isso inclui pedir perdão mesmo quando achamos que temos razão, sem deixar a frieza tomar o coração. Estamos gerando homens e mulheres que buscam o Senhor e sabem o valor de um lar. E quando Deus restaura, Ele não só recupera o que estava perdido: Ele acrescenta valor e eleva o nível da família.
Convidar Jesus para entrar
O primeiro milagre de Jesus foi num casamento (João 2), sinal de que a família é prioridade para Ele. Mas Jesus foi convidado para estar ali. E quem faz o convite é o dono da casa. No fim, ela chamou a igreja à frente para convidar Jesus a entrar onde ainda há frieza, tristeza, engano e coisas quebradas, e para clamar: Senhor, entra na minha casa, faz uma faxina e me mostra o que eu coloquei como prioridade acima da minha família. Quando Jesus entra, Ele tira a escuridão, limpa e faz milagres.
Esta ministração foi parte do culto de 31 de agosto de 2025. Assista ao culto completo.