Série Mês da Família 2025
A família imperfeita também frutifica
Na abertura do Mês da Família de 2025, o Pr. Vitor Coutinho começou uma série sobre José e lembrou que não existe família perfeita, mas a nossa família, do jeito que está hoje, pode ser frutífera. Ele trouxe quatro lições: toda família passa por frustrações, Deus ainda está no controle, as vacas magras não podem destruir as vacas gordas, e nós ainda não estamos no fim.
No primeiro domingo do Mês da Família de 2025, a Palavra foi trazida pelo Pr. Vitor Coutinho. O tema do mês na Comunidade Cristã Zoe Maringá é frutificação em família, e a série de cinco domingos vai acompanhar a vida de José do Egito. Ele também convidou a igreja a já se preparar, com os filhos e com a casa, para o jejum das três últimas semanas do mês. O texto base da série é a bênção de Jacó sobre José.
José é uma árvore frutífera, árvore frutífera à beira de uma fonte, cujos galhos passam por cima do muro. (Gênesis 49:22)
A família está sob ataque
Deus criou a família e escolheu se manifestar na terra por meio dela. Por isso Satanás age contra ela de forma intencional. O pregador trouxe dados do Brasil: cada vez mais lares de uma pessoa só, muitas crianças sem o nome do pai na certidão, mais da metade dos jovens sem vontade de casar e muitos sem vontade de ter filhos. Os divórcios aumentaram, de cerca de 421 mil em 2022 para 440 mil em 2023, e muitos casamentos terminam com poucos anos. Também cresceram a violência contra a mulher e os abusos de crianças dentro da própria família. Nada disso é normal, e não podemos aceitar como normal.
Mesmo com todos esses ataques, a promessa de Deus não muda. Ele disse a Abraão que nele seriam benditas todas as famílias da terra (Gênesis 12:3), e em Cristo nós passamos a fazer parte dessa família (Efésios 2). Não recebemos um espírito de escravos, mas o Espírito que clama Aba, Pai (Romanos 8:15). A obra de Deus na nossa vida inclui a nossa casa: a partir de um homem ou de uma mulher, o lar inteiro pode ser abençoado.
Não existe família perfeita
Lembramos do José do Egito, governador e próspero, mas esquecemos do José do poço. A túnica colorida que o pai lhe deu foi a mesma que os irmãos sujaram de sangue para dizer que ele estava morto. Ele foi odiado, traído, vendido como escravo, e só depois perdoou, se reconciliou e foi restaurado por Deus. No poço ele também era um homem de Deus. Mesmo assim, nós idealizamos uma família sem problemas, como as das propagandas, todos sorrindo no café da manhã. O Pr. Vitor, que naquele dia completava onze anos de casado, lembrou que ninguém posta os problemas de casa. A própria genealogia de Jesus tem pessoas e histórias muito quebradas. Não é normalizar os problemas, mas entender que a nossa família, do jeito que está hoje, pode ser frutífera.
Ora, Israel gostava mais de José do que de qualquer outro filho, porque lhe havia nascido em sua velhice; por isso mandou fazer para ele uma túnica longa. Quando os seus irmãos viram que o pai gostava mais dele do que de qualquer outro filho, odiaram-no e não conseguiam falar com ele amigavelmente. (Gênesis 37:3-4)
Como nos testes de autoconhecimento, quando o resultado mostra algo que não achávamos que éramos, diante da Palavra temos duas escolhas: reconhecer a realidade e decidir agir, ou continuar do jeito que está. É mais fácil fazer o que é confortável do que o que é certo, mas quem faz só o confortável não nega o pecado nem se posiciona dentro de casa. Muitos homens vêm à igreja e ouvem a Palavra, mas em casa não sustentam a própria palavra, e Deus chamou os homens para serem homens de verdade. Quem não se posiciona prejudica a próxima geração, e depois critica essa geração. Por isso não podemos desistir. O mundo pode piorar, mas eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24:15). Neste mês, vamos jejuar e orar pela nossa casa, como numa guerra espiritual pelos nossos filhos.
Toda família passa por frustrações
A primeira lição é que não estamos sozinhos. As lutas mudam de casa para casa, mas todos passam por elas. O pregador contou de um tempo em que não conseguia orar e procurou o seu discipulador, esperando uma oração que mudasse tudo na hora. Ouviu apenas que aquilo era normal e ia passar. Voltou bravo para casa, mas anos depois entendeu que aquela fase fortaleceu a sua fé, porque aprendeu a permanecer com Deus em todas as estações. A família de Jesus também viveu frustração, quando Ele disse que a sua mãe e os seus irmãos são os que fazem a vontade do Pai (Mateus 12). E na família de José houve algo terrível: os próprios irmãos, que deveriam protegê-lo, o venderam como escravo.
Deus ainda está no controle
Quando entregamos a nossa vida e a nossa família ao Senhor, Ele está no controle. O céu não está em crise, não falta nada lá, e Deus não está com pressa, porque Ele é o Senhor de todo o tempo. O pregador contou de uma conversa com três mulheres num treinamento: os sonhos que elas escreveram dependiam todos de dinheiro, como se isso resolvesse a vida. Muitas vezes corremos atrás do que achamos que é o nosso maior problema em vez de nos dobrarmos diante do Senhor e perguntar como um homem ou uma mulher de Deus resolve aquela dificuldade. Sabemos que Deus está no controle, mas não queremos deixar que Ele controle. Se esse não foi o exemplo que recebemos dos nossos pais, a responsabilidade é ainda maior: seremos pioneiros e criaremos uma cultura diferente na nossa família. Há coisas que são da nossa alçada e precisamos fazer a nossa parte, e há coisas que só Deus pode fazer.
As vacas magras não podem destruir as vacas gordas
Mesmo escravo, José foi ganhando confiança na casa do seu senhor, até ser falsamente acusado pela mulher dele e preso (Gênesis 39). Na prisão, foi lembrado como alguém que interpretava sonhos, e o faraó tinha sonhado com sete vacas gordas devoradas por sete vacas magras. José explicou que viriam sete anos de fartura e sete de fome, e que era preciso guardar no tempo bom (Gênesis 41). Foi assim que o Egito teve comida quando ninguém mais tinha. A lição é que, nos momentos difíceis, parece que a vida sempre foi difícil. Não podemos deixar que a crise em casa, com os filhos, com o cônjuge ou com um parente, nos faça esquecer que Deus está no controle e que Ele é sempre bom.
Você não está no fim
Uma crise pode vir de uma batalha espiritual ou do que nós mesmos semeamos. Se é batalha espiritual, o caminho é entrar no jejum e orar, e aquele peso sobre a casa vai se dissipar. Se é fruto de semeadura, é hora de lançar novas sementes, porque quem continua lançando as mesmas vai continuar colhendo o mesmo. Para quem não conhece a Cristo, as situações difíceis são o fim. Para nós, a crise é possibilidade de recomeço, e às vezes é o lugar onde o Senhor nos chama a olhar para dentro e descobrir que Ele nos sustenta.
Galhos que passam por cima do muro
De pé, a igreja leu de novo Gênesis 49:22. Os muros existem e as dificuldades vão continuar, mas estamos à beira da fonte da vida, na presença do Senhor, e nada pode nos impedir de frutificar. Na oração, o Pr. Vitor declarou que as frustrações de cada casa são o palco onde Deus vai agir, repreendeu toda divisão e todo espírito de discórdia nos lares, e orou pelos filhos, pelos casamentos e por quem se sente esquecido por Deus. Ele declarou que as brechas abertas ao inimigo estão sendo fechadas, e que das nossas casas nasçam igrejas e células, lares onde famílias que estão na escuridão vejam Cristo sendo exaltado.
Esta ministração foi parte do culto de 3 de agosto de 2025. Assista ao culto completo.