Série Mês da Família 2025
Sonhar os sonhos de Deus para a família
No Dia dos Pais, seguindo a série sobre José no Mês da Família de 2025, o Pr. Vitor Coutinho lembrou que Deus tem sonhos para a nossa casa e que os problemas não são motivo para parar de sonhar. Ele trouxe quatro lições: sonhar os sonhos de Deus e não os nossos, incentivar e deixar-se incentivar a sonhar, aceitar que os sonhos passam por processos, e cuidar com a casa de Potifar.
No segundo domingo do Mês da Família de 2025, que também foi o Dia dos Pais, a Palavra foi trazida pelo Pr. Vitor Coutinho. Todo mês de agosto a Comunidade Cristã Zoe Maringá fala sobre a família, porque cremos que é por meio das famílias que Deus abençoa as pessoas da terra. No domingo anterior, a série sobre José começou com a lembrança de que não existe família perfeita, mas a família imperfeita também frutifica. Desta vez, o texto foi o momento em que os irmãos de José decidem acabar com ele.
Lá vem aquele sonhador!, diziam uns aos outros. É agora! Vamos matá-lo e jogá-lo num destes poços, e diremos que um animal selvagem o devorou. Veremos então o que será dos seus sonhos. (Gênesis 37:19-20)
Um sonhador dentro de casa
José era um jovem que gostava de sonhar, e o maior problema dele não veio do trabalho, da escola ou dos vizinhos. Veio de dentro de casa, dos próprios irmãos, os filhos de Jacó que deram origem às tribos de Israel. Talvez nunca tenhamos dito algo assim sobre alguém, mas muitas vezes, quando alguém sonha perto de nós, nos sentimos incomodados, como se o sonho do outro fosse nos prejudicar. O pregador citou a frase de um pastor: o cemitério é o lugar mais rico do mundo, porque ali estão os sonhos não realizados, os livros nunca escritos e as canções nunca cantadas. Muitos desistem esperando o momento perfeito, e o momento perfeito não existe, porque a vida acontece agora, no imperfeito.
Ele pediu que cada um anotasse os sonhos que tem para a própria família. Às vezes são sonhos materiais, como uma viagem no fim do ano ou uma casa. Às vezes o sonho é só que o lar seja um refúgio, um lugar de paz e de bênção. Não é porque estamos passando por problemas, ou porque os sonhos ainda não aconteceram, que devemos parar de sonhar. José foi vendido, injustiçado e quase morto, e não perdeu essa característica. Jacó o abençoou como uma árvore frutífera cujos galhos passam por cima do muro (Gênesis 49:22). A pergunta é se o Senhor pode chamar a nós de homens e mulheres frutíferos e sonhadores, ou se no meio do caminho desistimos.
Deus tem sonhos para a nossa família
Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. (Salmos 139:16)
Deus não gastou tempo à toa escrevendo sobre nós. Ele tem planos de paz e não de mal (Jeremias 29:11), e os seus pensamentos e caminhos são mais altos do que os nossos (Isaías 55). O pregador alertou para o risco de colocar o homem no centro do evangelho, como se tudo girasse em torno de nós. Mas a mesma Palavra que diz que, quando nos deleitamos no Senhor, Ele satisfaz os desejos do nosso coração, também mostra que Deus tem sonhos para as nossas famílias e quer nos levar a sonhar os sonhos dele para a nossa casa.
A Bíblia está cheia de sonhadores: o faraó, Nabucodonosor, José, o marido de Maria. Deus fez Abraão sonhar com uma família grande, mas a mulher dele não podia ter filhos. Isaque se casou com uma mulher que também não podia, e o mesmo aconteceu com uma das mulheres de Jacó. O sonho deles era ter uma grande família, e exatamente ali estava o impossível. Por isso, nós que somos pais podemos pedir ao Senhor para voltar a sonhar: que o nosso lar seja parecido com o céu, que a esposa e os filhos vejam Deus na nossa vida, que toda a nossa casa seja salva. Sonhos pessoais podem não se cumprir, mas quando sonhamos os sonhos de Deus, mesmo que haja impedimento, Ele faz o milagre.
Primeiro: sonhar os sonhos de Deus, e não os nossos
O pregador contou de um irmão que, depois de uma ministração sobre colocar os desejos em ação, lembrou do livro que sempre quis escrever e hoje está com ele quase pronto. Aquele sonho estava morrendo por falta de iniciativa. Os sonhos de José não vinham do coração dele: foi Deus quem lhe revelou aquelas coisas. Deus não tem compromisso com os nossos sonhos, mas tem com os dele. Ele também alertou contra o sofisma, uma meia verdade que parece verdade, mas é mentira: a pregação de que tudo o que imaginamos ou sentimos no coração vai acontecer. Só acontece o que é sonho de Deus. Por isso a tarefa da semana foi colocar no motivo de oração: Jesus, qual é o teu sonho para a minha família, para a minha casa e para os meus filhos?
Segundo: deixar-se incentivar e incentivar os outros
Quem estava perto de José, com exceção dos irmãos que o venderam, vivia aquela atmosfera. Mesmo preso injustamente, ele interpretava os sonhos dos outros. Ele se dedicou aos próprios sonhos e também ao que era bom para o próximo. Muitas vezes, correndo atrás do que desejamos, nos tornamos egoístas e deixamos de olhar para o que é importante para o outro. Precisamos permitir que as pessoas nos incentivem a sonhar e incentivar quem está perto de nós, para que o espírito de fé fortaleça a todos.
Terceiro: os sonhos passam por processos
Mesmo sendo de Deus, os sonhos não se realizam do dia para a noite. Antes de nos entregar um presente, Deus avalia o nosso coração para ver se aquilo não vai nos fazer mal, e em João 15 aprendemos que Ele nos poda. O pregador contou de uma árvore no quintal de casa tomada por fungos, que só pôde ser salva quando foi podada até sobrar o tronco. Agora ela está juntando forças para dar galhos bonitos e frutíferos. José chegou ao Egito com 17 anos e só foi tirado da prisão aos 30. Ninguém quer passar pela prisão antes de viver o sonho, mas é assim que Deus trabalha: Ele prefere que estejamos bem enraizados nele, porque viver o sonho sem raiz nos consumiria e nos tiraria da presença dele.
Ele mostrou que José trocou de roupa quatro vezes: a túnica colorida que recebeu do pai (Gênesis 37:3), a roupa que ficou na mão da mulher de Potifar (Gênesis 39:15), a roupa trocada ao sair do cárcere para ver o faraó (Gênesis 41:14) e as vestes de linho fino de governador (Gênesis 41:42). Cada troca marca uma fase. Nelas somos testados e podemos ser aprovados ou reprovados, e o que nos aprova é um coração desejoso de Deus, que diz: eu não sei o que fazer agora, mas quero ouvir a tua voz. Não vai acontecer no nosso tempo nem do nosso jeito, por isso precisamos de fé e de resiliência, lembrando todos os dias que servimos a um Deus poderoso.
Quarto: cuidado com a casa de Potifar
Em Gênesis 39, José era escravo na casa de Potifar, e o Senhor estava com ele e o fazia prosperar em tudo. Potifar entregou a ele toda a casa, e a casa foi abençoada por causa de José. Os sonhos dele ainda não tinham se cumprido, mas ele era fiel ali. A mulher de Potifar insistiu dia após dia para que ele se deitasse com ela, e ele respondeu: como poderia cometer algo tão perverso e pecar contra Deus? Quando ela o agarrou pelo manto, ele fugiu, e ela o acusou falsamente. José foi preso e ficou anos esquecido. O texto não diz que ele foi se defender ou atrás dos seus direitos. Diz que o Senhor estava com ele na prisão, e ali ele se tornou responsável pelos outros presos. Ele não quis trocar o sonho de Deus por algo momentâneo, que não agradava o coração do Senhor. Às vezes, permanecer fiel no processo vai parecer injusto.
Esperar o tempo de Deus
Para encerrar, o pregador lembrou que José decidiu sonhar o sonho de Deus para a sua vida e para a sua família, e isso quase lhe custou a vida. Todos diziam que ele estava maluco, mas ele sabia em quem tinha crido e esperou o tempo de Deus. Ele convidou a igreja a renovar a fé e o compromisso com o Senhor: nem os muros vão nos impedir de frutificar, e vamos ver os nossos filhos aos pés do Senhor, vivendo segundo o coração de Deus e levando o Reino. As frustrações são o palco mais propício para Deus agir. De pé, a igreja orou para que a nossa casa não seja mais lugar da ação de Satanás, e quem ainda não conhecia a Cristo foi convidado a recebê-lo, pela própria vida e pelas gerações que virão. O Pr. Vitor declarou que os nossos lares são lugares de bênção, que não vamos esfriar no meio do processo e que eu e a minha casa serviremos ao Senhor e sonharemos os sonhos dele para nós.
Esta ministração foi parte do culto de 10 de agosto de 2025. Assista ao culto completo.