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Finanças

Série Mês da Generosidade 2026

Um chamado à fidelidade

Rafael Becca, 22 de fevereiro de 2026, Lucas 16:1-12

No último domingo do Mês da Generosidade, Rafael Becca, do Ministério de Ensino, falou sobre o chamado à fidelidade a partir da parábola do administrador astuto, em Lucas 16. Ele mostrou três áreas em que a nossa fidelidade é provada: as pequenas coisas, as riquezas deste mundo e o que pertence aos outros. Tudo o que Deus nos confia é passageiro e existe para fazer o Reino avançar, para a glória dele.

No último domingo do Mês da Generosidade, a Palavra foi trazida mais uma vez por Rafael Becca, do Ministério de Ensino da Comunidade Cristã Zoe Maringá. Ele relembrou os princípios do culto anterior: planejar antes, agir com diligência e não com pressa, conhecer o que administramos, construir com sabedoria e viver com contentamento. E reforçou que em nenhum momento o mês foi para ensinar a dizimar e ofertar, porque isso passa a fazer parte da vida de quem tem Jesus no centro. O propósito é amadurecer para lidar com as riquezas deste mundo. Rafael contou que estudou contabilidade e gestão financeira e ainda assim se vê aprendendo junto com a igreja. O tema do dia foi a fidelidade, a partir da parábola do administrador astuto.

Se forem fiéis nas pequenas coisas, também o serão nas grandes, mas, se forem desonestos nas pequenas coisas, também o serão nas maiores. E, se vocês não são confiáveis ao lidar com a riqueza injusta deste mundo, quem lhes confiará a verdadeira riqueza? E, se não são fiéis com os bens dos outros, por que alguém lhes confiará o que é de vocês? (Lucas 16:10-12)

A parábola do administrador astuto

Jesus contou a história de um homem rico que descobriu que o seu administrador estava desperdiçando o seu dinheiro e lhe pediu contas. Sabendo que seria demitido, o administrador chamou todos os que deviam ao patrão. Quem devia cem tonéis de azeite passou a dever cinquenta. Quem devia cem cestos de trigo passou a dever oitenta. Ele quis garantir que alguém o recebesse em casa quando estivesse na rua. E o patrão elogiou a sua astúcia.

Jesus não está elogiando a desonestidade, e sim a esperteza rápida daquele homem. A lição vem no versículo 9: usem a riqueza deste mundo para fazer amigos. Os recursos que temos nas mãos vêm de Deus e servem para fazer o Reino avançar: ajudar pessoas, perdoar dívidas, fazer algo que ecoe na eternidade. O emprego bom, o carro importado e o dinheiro sobrando na conta são passageiros. Administrar bem não faz sentido se for só para encher o celeiro e dormir tranquilo. Podemos pedir que Deus alargue os nossos celeiros, desde que o coração esteja voltado para as pessoas, e não para as riquezas.

Existe um teste aqui, e Deus não está preocupado com o saldo da nossa conta bancária. Ele olha para o coração e para a forma como administramos o que Ele nos confia. Em 1 Coríntios 4:2, o que se espera de um administrador é que seja encontrado fiel. A partir de Lucas 16, Rafael trouxe três princípios de fidelidade: as pequenas coisas, as riquezas injustas e os bens dos outros.

Fiel nas pequenas coisas

Muitas vezes dizemos: quando as coisas melhorarem, eu começo a ofertar e a ajudar. Mas a nossa ajuda não depende só do que temos de recursos. Mesmo passando por dificuldade, podemos interceder, fazer um serviço comunitário, dar uma palavra de ânimo e ser luz na vida das pessoas. Em Atos 3:1-8, um homem aleijado pediu esmola a Pedro e João na porta Formosa do templo. Pedro respondeu que não tinha prata nem ouro, mas deu o que tinha: em nome de Jesus, o homem se levantou e entrou no templo louvando a Deus. O melhor presente que ele recebeu não foi a cura, foi encontrar Jesus por meio dela. Quem tem Jesus nunca pode dizer que não tem nada.

Isso também não pode virar desculpa para não ajudar na prática. Oração, leitura da Palavra e jejum são pilares da vida cristã, mas às vezes quem nos procura precisa de comida. Ir ao mercado e fazer uma compra, no secreto e sem foto, pode salvar a semana de alguém. É preciso discernimento para entender quem está num momento de dificuldade, e sabedoria para ensinar, sem culpa e sem julgamento, que é no trabalho e no esforço que Deus nos capacita e nos sustenta. Não somos contra a provisão milagrosa de Deus, mas caminhamos em direção a ela. E quem realmente não tem condições deve, sim, receber ajuda, como a Bíblia ensina sobre as viúvas e os necessitados.

Fiel nas riquezas deste mundo

No versículo 11, Jesus pergunta quem nos confiará as verdadeiras riquezas se não formos fiéis com as riquezas deste mundo. Deus não vai nos entregar vidas e responsabilidades que levam pessoas à salvação se não sabemos administrar o nosso lar, o nosso negócio e o nosso emprego. Muitas vezes queremos impactar vidas sem fazer bem o que é pequeno.

Fiel com o que é dos outros

Rafael trabalha num departamento que entrega tablets, celulares e notebooks aos funcionários de uma empresa, e muitas vezes recebe os aparelhos de volta com a tela trincada, mesmo entregues com capa. As pessoas não cuidam do que não veio do próprio esforço. O versículo 12 diz que quem não é fiel com o que é dos outros não receberá o que é seu. Ele mora num apartamento alugado: é o lar da família, mas não é dele, e por isso cuida. O mesmo vale para o que pegamos emprestado e para as ferramentas que o trabalho nos confia.

Tudo para a glória de Deus

Toda a nossa motivação deve ser a glória do Senhor. Quando administramos de forma organizada, planejada, fiel e com contentamento, prestamos culto a Deus. Colossenses 3:23 nos manda trabalhar com entusiasmo em tudo, como para o Senhor, e não para pessoas. Deus não nos chama só para limpar o nome ou para prosperar, mas para fazer tudo isso para Ele. Jesus perdoou toda a nossa dívida, nos deu capacidade, ensino e exemplo. Para levar a palavra para a semana, Rafael deixou três perguntas:

  • Você tem sido fiel nas pequenas coisas: dízimos, ofertas, atos de generosidade e as pequenas dívidas que vamos cultivando?
  • Como você cuida do que é dos outros: a casa alugada, o carro emprestado, as ferramentas do seu trabalho?
  • Qual é o alvo da sua generosidade: para onde você tem direcionado os seus recursos, e eles fazem o Reino crescer?

O nosso objetivo não é acumular tesouros aqui, e sim no céu. Em Mateus 25:21, o senhor diz ao servo que foi fiel com pouco que lhe dará responsabilidades maiores e o chama para celebrar com ele. O maior administrador que já existiu foi Jesus, que, sendo rico, se fez pobre por amor de nós, para que pela sua pobreza nos tornássemos ricos (2 Coríntios 8:9). Rafael lembrou que a plataforma ZoeFinan, do Ministério de Ensino, já está disponível para ajudar na gestão financeira, e convidou quem deseja mudar a forma como administra o que Deus confiou a ficar em pé. Encerrou orando para que sejamos mordomos fiéis e maduros, com a mentalidade de prosperidade que entende o que é valioso no Reino, e orou pela igreja, pelos pastores, pelas famílias e por quem está enfrentando dificuldade.

Conheça o ZoeFinan, o site do nosso ministério de ensino para organizar as finanças

Esta ministração foi parte do culto de 22 de fevereiro de 2026. Assista ao culto completo.