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Finanças

Série Mês da Generosidade 2026

Generosos na missão

Pr. Vitor Coutinho, 8 de fevereiro de 2026, Romanos 12:3-8 e Mateus 25:14-30

No segundo domingo do Mês da Generosidade, o Pr. Vitor Coutinho lembrou que a generosidade é um dom da graça e um sinal de quem encontrou o tesouro do Reino. Todo cristão está em missão, e toda missão precisa de recursos. Por isso somos chamados a sustentar a nossa missão e a investir na missão de outros, com responsabilidade, sem amar o dinheiro e sem pedir bens a Jesus, porque a presença dele nos basta.

No segundo domingo do Mês da Generosidade, a Palavra foi trazida pelo Pr. Vitor Coutinho. Ele retomou a mensagem da semana anterior: uma vida em que as finanças não são levadas a sério mostra que Deus não está sendo levado a sério. Mas fez questão de deixar claro que a salvação não depende das nossas finanças nem de boas ações. Ela é pela fé, quando cremos com o coração e confessamos com a boca que Jesus Cristo é o Senhor. O ponto é outro: muita gente diz que conhece Jesus, e as atitudes não mostram isso.

Quem encontrou o tesouro vive diferente

Jesus compara o Reino dos céus a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontra vende tudo o que tem para comprar aquele campo, porque nada mais tem valor (Mateus 13:44). Quem conhece a Cristo abandona o pecado, tem uma vida nova e sabe que não pode servir a dois senhores. A generosidade faz parte da cultura do céu, e somos chamados a trazer essa cultura para dentro de casa, para o dia a dia e para o trabalho. Ela não se confunde com salvação, mas a vida de quem é salvo é diferente.

A generosidade é um dom da graça

Deus, em sua graça, nos concedeu diferentes dons. Portanto, se você tiver a capacidade de profetizar, faça-o de acordo com a proporção da fé que recebeu. Se tiver o dom de servir, sirva com dedicação. Se for mestre, ensine bem. Se o seu dom consistir em encorajar pessoas, encoraje-as. Se for o de contribuir, dê com generosidade. Se for o de exercer liderança, lidere de forma responsável. E se for o de demonstrar misericórdia, pratique-a com alegria. (Romanos 12:6-8)

Em Romanos 12, Paulo primeiro nos chama a uma avaliação honesta de nós mesmos, sem nos considerarmos melhores do que somos (Romanos 12:3). Depois fala dos dons que a graça de Deus concede, e entre eles está o dom de contribuir com generosidade, ao lado de profetizar, ensinar e liderar. O pastor lembrou que as crianças e os adolescentes estão aprendendo hoje o que muitos de nós não aprendemos na idade deles, para que um dia seja natural para eles aquilo que hoje nos custa tanto esforço. Por isso o assunto precisa ser repetido até ficar claro.

A parábola dos talentos

A igreja leu junto Mateus 25:14-30. O senhor confiou o seu dinheiro aos servos de forma proporcional à capacidade de cada um. O que recebeu cinco talentos investiu e ganhou mais cinco. O que recebeu dois trabalhou e ganhou mais dois. Os dois ouviram a mesma resposta e o mesmo convite: muito bem, servo bom e fiel, venha celebrar comigo. O senhor não fez diferença entre eles. O que recebeu um talento cavou um buraco e escondeu o dinheiro, que nem era dele, e foi chamado de mau e preguiçoso. Um talento valia cerca de seis mil dias de trabalho, uns dezesseis anos. Jesus não estava falando de pouca coisa.

A Bíblia também alerta para o perigo das riquezas. A boa reputação vale mais do que grandes riquezas (Provérbios 22:1). As mãos preguiçosas empobrecem, e as mãos diligentes trazem riqueza (Provérbios 10:4). Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente (Eclesiastes 5:10). E Jesus mandou acumular tesouros no céu, e não na terra, porque onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mateus 6:19-21). Não estamos falando de ficar rico, nem de que ser cristão pressupõe riqueza. Também não é para fingir que o tema não existe. É preciso sabedoria, e em primeiro lugar um amor pelo Senhor e um desejo pela presença dele, de quem diz: eu estou aprendendo a lidar com as coisas deste mundo, mas eu não sou daqui, volta, Jesus.

Todo cristão está em missão

Somos chamados para ser uma igreja generosa e missionária, e cada pessoa tem uma missão de vida. O pastor contou que gosta de filmes de guerra, e neles o soldado que vai para a missão nunca volta igual. Nós também fomos comissionados, mesmo quando a missão é dentro da nossa casa. No cristianismo não somos donos de nada, nem da própria vida. Quem é nascido do Espírito é como o vento (João 3:8): o Senhor pode mandar mudar de cidade ou ficar num emprego de que não gostamos, e o nosso papel é obedecer. Às vezes obedecer custa tudo. Quem quer uma vida em que tudo dá certo e só vem coisa boa está procurando outra religião, e não Jesus. Jesus mandou fazer discípulos enquanto vamos, e prometeu estar conosco todos os dias (Mateus 28:19-20). Essa promessa basta. Nem todo dia vamos senti-lo, mas a Palavra não mente. O pastor contou que, depois de uma decisão difícil em obediência a Deus, ele e a Pra. Jéssica passaram por uma sequência de perdas, uma atrás da outra. E diziam um ao outro: o Senhor está conosco, isso nos basta, já encontramos o nosso maior tesouro.

Toda missão precisa de recursos

Isso não nos dá permissão para lidar com o dinheiro de qualquer jeito. Eclesiastes 10:19 diz que o banquete traz riso e o vinho traz alegria, mas tudo isso se paga com dinheiro. Dá para fazer a missão sem recurso? Dá, como ir a pé, por horas, até uma célula quando falta combustível no carro. Mas atrapalha. O cristão pode ser o missionário que se autossustenta, com um trabalho que paga as contas e financia a própria missão. E, porque o recurso não é nosso, também é chamado a sustentar a missão de outros: os missionários locais, que abrem célula ou evangelizam, e os transculturais, que levam o evangelho a outras culturas, no Brasil ou fora dele.

Segundo a reportagem citada pelo pastor, de setembro de 2025, o Brasil é o segundo país que mais envia missionários no mundo, atrás dos Estados Unidos. Muitos vão como profissionais, para hospitais, construções e empresas de tecnologia, e quem os contrata nem sabe que está contratando missionários. Ele citou uma brasileira de Belo Horizonte que abre cafeterias no Oriente Médio e na Ásia, contrata o povo local e evangeliza os funcionários. Por isso precisamos preparar a próxima geração com intencionalidade: um segundo idioma e uma profissão para ser usada por Deus. E ninguém precisa ir longe: quem vai evangelizar dentro da sua empresa? Não podemos ser crentes só no domingo. O apóstolo Paulo também recebia ofertas, mas fazia tendas para se sustentar. E o próprio ministério de Jesus era sustentado por pessoas que contribuíam com o que tinham. Toda missão precisa de recurso, e no Reino dos céus os recursos não faltam.

Pouco tempo depois, Jesus começou a percorrer as cidades e os povoados vizinhos, anunciando as boas-novas a respeito do reino de Deus. Iam com ele os Doze e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos impuros e de enfermidades. Entre elas estavam Maria Madalena, de quem ele havia expulsado sete demônios, Joana, esposa de Cuza, administrador de Herodes, e Susana, e muitas outras que contribuíam com seus próprios recursos para o sustento de Jesus e de seus discípulos. (Lucas 8:1-3)

Onde você pode investir

O pastor deixou duas perguntas. Onde você está fazendo missão hoje? E em qual missão você pode ser generoso, um investidor? Quem usa com responsabilidade os recursos que Deus dá recebe mais, e se não podemos acumular tesouros na terra, podemos investir no Reino. Ele fez questão de dizer que não estava falando de investir na Comunidade Cristã Zoe Maringá, e sim em missões sérias, como a Missão Portas Abertas, que apoia a igreja perseguida, ou em missionários na cidade e entre os povos ribeirinhos. A questão não é a quantidade, e sim o coração e a intenção: na parábola, quem tinha cinco e quem tinha dois ouviram a mesma resposta.

Ele também pediu cuidado, porque existem lobos no meio das ovelhas. É preciso saber quem respalda o missionário. Contou o caso, registrado num livro sobre tropeços nas missões, de um pastor que pediu para conhecer a escola que a igreja dele tinha construído e descobriu que ela nunca existiu. E lembrou de irmãos americanos que pararam de semear por anos depois que uma agência desviou o destino das ofertas, até decidirem visitar pessoalmente as igrejas em que iam investir. Frustraram-se, mas não desistiram.

Não peça bens a Jesus

O amor ao dinheiro afasta de Cristo, mas a pessoa generosa não será afastada dele (1 Timóteo 6). Feliz é o homem que empresta com generosidade e conduz os seus negócios com honestidade (Salmo 112:5-6). Deus pode abençoar o trabalho do justo e prosperar os seus esforços, mas não é Jesus quem promete casa, carro ou móveis novos. Precisamos estudar, nos aprimorar e até aprender a cobrar pelo nosso trabalho. O que devemos pedir em nome de Jesus são almas, como Raquel clamou por filhos (Gênesis 30:1): Senhor, eu quero as vidas perdidas de Maringá, do meu trabalho, da minha família. O resto é consequência. E não podemos dizer que a força das nossas mãos produziu a riqueza, porque é o Senhor quem dá a capacidade de produzi-la (Deuteronômio 8:17-18).

O pastor contou que a igreja, como instituição, já investe em um fundo missionário, guarda recursos para plantar igrejas e apoia uma missão na região. O chamado agora é para cada um de nós: ser uma comunidade biblicamente generosa, de vida simples, devota e longe da preguiça, para que os nossos filhos e netos tenham a generosidade como cultura. Antes de qualquer envio, Deus nos usa aqui, no prédio, na escola, no trabalho e na família. Não vai faltar recurso para quem está na missão, e o Senhor também nos chama a financiar o avanço do Reino. É uma decisão que ninguém pode tomar por nós. Ele encerrou orando para que Deus perdoe as vezes em que valorizamos mais as coisas deste mundo do que o tesouro do Reino, que envie missionários, que levante homens e mulheres que sustentem a obra e que nos ensine a preparar a próxima geração com responsabilidade e santidade.

Esta ministração foi parte do culto de 8 de fevereiro de 2026. Assista ao culto completo.