Comunidade Cristã Zoe Maringá YouTube
Finanças

Série Mês da Generosidade 2026

Administrar os recursos do Reino

Rafael Becca, 15 de fevereiro de 2026, Mateus 6:19-24

No terceiro domingo do Mês da Generosidade, Rafael Becca, do Ministério de Ensino, lembrou que somos mordomos, e não donos, dos recursos que Deus nos confia. A partir de Mateus 6, ele trouxe cinco princípios bíblicos para administrar as finanças: planejar antes, agir com diligência e sem pressa, conhecer o estado das nossas contas, construir com sabedoria e viver com contentamento. O alvo não é acumular, e sim ter liberdade para ser generoso e fazer o Reino avançar.

No terceiro domingo do Mês da Generosidade, com os nossos pastores fora, num congresso, a Palavra foi trazida por Rafael Becca, do Ministério de Ensino da Comunidade Cristã Zoe Maringá. Ele retomou o que o Pr. Vitor Coutinho ensinou na semana anterior: onde estiver o nosso tesouro, ali estará o nosso coração, e ninguém consegue servir a dois senhores. Depois disso, o tema do dia foi como administrar os recursos do Reino. Rafael foi sincero desde o início: ele também tem dificuldade com isso, com o consumo por impulso e com a falta de planejamento. Quem nunca fez aquela viagem de dez dias que leva um ano para ser paga, e esqueceu que o carro pode quebrar ou que a saúde pode pedir uma reserva?

Não ajuntem tesouros aqui na terra, onde as traças e a ferrugem os destroem e onde ladrões arrombam casas e os furtam. Ajuntem seus tesouros no céu, onde traças e ferrugem não destroem e onde ladrões não arrombam nem furtam. Onde seu tesouro estiver, ali também estará o seu coração. Seus olhos são como uma lâmpada que ilumina todo o corpo. Quando os olhos são bons, todo o corpo se enche de luz. Mas, quando os olhos são maus, o corpo se enche de escuridão. E, se a luz que está em vocês é, na verdade, escuridão, como é profunda essa escuridão! Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará um e amará o outro; será dedicado a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro. (Mateus 6:19-24)

Generosidade não depende de quanto se tem

A Bíblia fala muito sobre dinheiro, e boa parte das parábolas de Jesus trata de posses, propriedades e riquezas. Por isso a igreja não pode deixar o assunto de lado. Rafael deixou claro que o mês não foi separado para ensinar ninguém a dizimar e ofertar: isso é algo que Deus coloca no coração de quem tem um encontro com Jesus. O propósito é aprender o que a Palavra ensina sobre administrar. E generosidade não tem a ver com o volume de recursos. Há quem tenha muito e seja generoso, e há quem tenha muito e seja avarento. Há quem tenha pouco e seja generoso, e há quem tenha pouco e ainda retenha. Esse tem dois problemas: falta dinheiro e falta generosidade.

Não somos donos, somos mordomos

No versículo 24, Jesus trata o dinheiro como um senhor. Foi por dinheiro que Jesus foi traído, por aquele que cuidava das finanças entre os discípulos. Mas quem está em Cristo tem uma nova identidade: não serve mais ao dinheiro. Somos mordomos, despenseiros que administram o que Deus nos confia. Em Lucas 16:11, Jesus pergunta: se vocês não são confiáveis com as riquezas deste mundo, quem lhes confiará a verdadeira riqueza? O dinheiro não é um mal, e também não é o fim. É um recurso com propósito. Deus é o dono de tudo e o provedor, e a nossa parte é administrar e ser encontrados fiéis. Quem é fiel no pouco recebe mais, e esse mais não é para segurar, é para transbordar na vida das pessoas.

Rafael citou o livro Pobreza, riqueza e prosperidade, de Kris Vallotton, que fala de três mentalidades. A mentalidade de pobreza foca na escassez e no medo. A de riqueza foca no acúmulo e no eu. A de prosperidade foca no propósito e na generosidade, e tem a ver com o modo como nos relacionamos com o dinheiro e com Deus: como filhos, e não como mendigos que vivem dizendo não posso, não consigo, não tenho. Podemos, sim, pedir que Deus abra portas. Mas como Ele vai nos confiar recursos se não sabemos administrá-los?

A prisão da dívida

Uma das coisas que mais nos perseguem nas finanças é a dívida. Provérbios 22:7 diz que quem toma emprestado é servo de quem empresta. A dívida tira o sono, rouba a paz da família e atrapalha o nosso serviço e o nosso investimento no Reino. E para que Deus nos confiaria mais recursos, se não para semear na missão? Existe também uma dívida que nunca conseguiríamos pagar, a do pecado, e só um fiador nos libertou: Jesus Cristo. Deus cancelou o registro de acusações contra nós e o pregou na cruz (Colossenses 2:13-14). Essa dívida impagável já foi paga. Com a dívida do banco, Deus quer nos dar estratégias e ferramentas para aprendermos a lidar com os recursos. O relacionamento com Deus não se mede pelo que alguém tem ou deixa de ter, mas a Bíblia mostra que muitos que prosperaram conheciam a Deus de verdade.

Planejamento e orçamento não são prisão

Fazer orçamento é dar nome aos gastos: saber de onde vem o dinheiro e para onde ele vai. Rafael contou que a empresa onde trabalha passou por uma revisão de todos os processos, e só ao montar o orçamento de cada setor descobriu gastos que ninguém sabia que existiam, como ferramentas contratadas e nunca usadas. Em casa foi parecido. Com a esposa, ele passou a acompanhar quanto gastavam com mercado, cartão e combustível. No segundo mês o limite estourou, mas agora eles enxergavam o problema antes, e não só no fim do mês. Também aprenderam a não confiar na renda variável. Quem sabe administrar não transforma uma renda que oscila em despesa fixa, e sim em investimento. Quando essa renda cai, cai o investimento, e as contas continuam pagas.

Cinco princípios para administrar

Primeiro: planejar antes

Em Lucas 14:28-30, Jesus fala de quem começa a construir uma torre sem calcular o custo e para no alicerce, motivo de zombaria. Planejar com antecedência é sentar e olhar para o ano: o que vamos receber, o que vamos gastar e onde vamos investir, e depois respeitar isso. Planejamento é obediência a um princípio da Palavra. Rafael confessou que já fez muito planejamento depois do gasto, olhando no fim do mês quanto tinha recebido e quanto tinha gastado. Isso não é planejar.

Segundo: diligência, e não pressa

A maior parte das compras acontece no primeiro impulso. Quem coloca um produto no carrinho e espera até o dia seguinte quase sempre desiste, porque percebe que não precisava. Rafael lembrou um casal que contou num podcast que saiu para comer no shopping, sem intenção de comprar nada, e voltou com sacolas, depois de passear entre as vitrines. Vivemos cercados de coisas que geram desejo. Provérbios 21:5 diz que quem planeja bem e trabalha com dedicação prospera, mas quem se apressa e toma atalhos fica pobre.

Terceiro: conhecer o estado das ovelhas

Provérbios 27:23-24 manda conhecer o estado das ovelhas e cuidar dos rebanhos, porque as riquezas não duram para sempre. Na época da Bíblia, a riqueza eram as ovelhas. Hoje são as contas, os investimentos, o emprego, o negócio e os clientes. Conhecer o estado de cada um deles é um princípio de gestão e de controle.

Quarto: construir com sabedoria

Salomão, conhecido como o homem mais sábio e mais rico que existiu, pediu sabedoria e não riquezas, e deixou muitos provérbios sobre dinheiro. Provérbios 24:3-4 diz que com sabedoria se constrói a casa, com entendimento ela se fortalece e pelo conhecimento os seus cômodos se enchem de bens preciosos. O orçamento traz o conhecimento de onde estão os recursos e as despesas, e a sabedoria dá a capacidade de agir diante disso. Rafael deu um exemplo: muitas vezes a moradia, que deveria ficar perto de 30% da renda, chega a 50%. Somadas as outras despesas, o mês que deveria sobrar fecha no negativo, e entram o cheque especial, o limite e o cartão empurrando a conta para a frente.

Quinto: viver com contentamento

Hebreus 13:5 diz: não amem o dinheiro e estejam satisfeitos com o que têm, porque Deus disse que jamais nos deixará nem nos abandonará. O orçamento ajuda a viver dentro ou abaixo dos nossos meios. Quando definimos um limite de gastos, exercemos o contentamento e deixamos de gastar só porque trabalhamos muito, porque o Rafael do presente aproveita e o Rafael do futuro é quem paga. Avareza é o apego excessivo ao dinheiro e aos bens, com relutância em gastá-los. É difícil um rico herdar o Reino não por causa do que tem, mas por causa desse apego. A mentalidade de prosperidade honra a Deus em primeiro lugar, cuida da própria família e quer se livrar da escravidão das dívidas para ter liberdade de ser generosa. Como na parábola dos talentos, os servos que administraram bem foram chamados para a festa do seu senhor, e o que enterrou o talento foi mandado embora.

Para que o Reino avance

Para ajudar nesse caminho, o Ministério de Ensino apresentou um aplicativo gratuito de finanças, criado na própria igreja, para registrar receitas e despesas, com conteúdos sobre reserva de emergência e renegociação de dívidas, e anunciou um workshop e um curso de finanças. Mas Deus não quer nos ensinar a administrar só para termos mais e pagarmos a viagem à vista. Ele quer mudar a nossa mente, tirar a mentalidade de escravidão e de pobreza, para que os nossos recursos façam o Reino avançar e abençoem outras vidas. Não tenha medo de ser generoso, porque isso está no DNA de quem segue a Cristo. Se não lidamos bem com as riquezas deste mundo, como Deus vai nos confiar as verdadeiras? Rafael encerrou orando para que Jesus seja o nosso foco e a nossa maior conquista, para sermos encontrados fiéis nas finanças, na família e no ministério, e para sermos luz no trabalho e em todo lugar onde estivermos.

Conheça o ZoeFinan, o site do nosso ministério de ensino para organizar as finanças

Esta ministração foi parte do culto de 15 de fevereiro de 2026. Assista ao culto completo.