Série Famílias que fluem
Cuidar da família é viver a fé
No primeiro domingo da série Famílias que fluem, a Pra. Jéssica Coutinho mostrou por 1 Timóteo 5:8 que quem não cuida da própria família nega a fé. Padrões do mundo têm entrado nas casas como se fossem normais, e dois deles destroem famílias: viver com o eu no centro e se comparar com os outros. O caminho é trazer a presença de Deus para dentro de casa.
No primeiro domingo da série Famílias que fluem, que abriu o Mês da Família, a Palavra foi trazida pela Pra. Jéssica Coutinho. Em agosto, as igrejas da nossa rede se voltam para a família: as células estudam o tema e os pastores convidados vão ministrar e testemunhar sobre ele. O óbvio precisa ser dito, e durante o mês a igreja vai reafirmar o que a Bíblia ensina sobre a família e se comprometer a viver isso. O texto foi 1 Timóteo 5:8.
Se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos de sua família, tem negado a fé e é pior que um incrédulo. (1 Timóteo 5:8)
Somos influenciados
Somos seres influenciados. Tudo ao nosso redor nos influencia, até o que sentimos. E há influências estabelecendo padrões sobre as nossas famílias, padrões que não têm nada a ver com o padrão do céu, mas que passamos a achar normais. Até a importância da família é questionada: a carreira e os sonhos vêm em primeiro lugar, muitas mulheres dizem que não querem ter filhos, e um vídeo de rotina com crianças recebe comentários de que parece filme de terror. Só que, desde o princípio, o Senhor estabeleceu a família, e ela está no centro do coração de Deus.
Quem não cuida da família nega a fé
Quem não cuida da própria família nega a fé em Deus e é pior que o incrédulo. Deus abomina a incredulidade, e sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6). No domingo anterior a igreja tinha falado de Moisés: uma geração inteira morreu no deserto sem herdar a terra prometida porque não creu. A desobediência, as reclamações e as murmurações vieram da falta de fé. Muitos cristãos separam uma coisa da outra e acham que podem viver bem a fé em Deus enquanto maltratam a família.
A Pra. Jéssica contou que ela e o Pr. Vitor, desde antes de serem pastores, têm uma regra em casa: o que são em casa querem ser na igreja, e o que são na igreja querem ser em casa. A filha mais velha, de cinco anos, já sabe que os pais são os pastores da igreja, e a maior preocupação deles é não separar a fé da vida. Todos os dias aparecem notícias de pessoas que são uma coisa na igreja e outra completamente diferente em casa. Isso é pior que hipocrisia: é a incredulidade que nega a fé.
Coisas que normalizamos
Ela contou da mensagem de uma amiga da adolescência, que pediu que ela celebrasse o seu casamento. Muitas famílias nascem, mas, segundo os dados do IBGE, o número de divórcios no Brasil cresce ano após ano. Os motivos mais apontados são problemas financeiros, falta de intimidade, falhas de comunicação, infidelidade e vícios e compulsões, inclusive o uso excessivo das redes sociais. Quase todos nós já vivemos algum desses conflitos. Eles podem acontecer, mas não são normais: são um alarme para pensarmos no que vamos fazer para que a nossa família não seja atingida.
Quanto tempo passamos no celular, e quanto tempo passamos com alguém da família num tempo de qualidade? A pastora pediu à filha que a avise quando estiver mexendo demais no celular, e a filha avisa. Um pai que sai cedo e chega à noite não pode passar o pouco tempo em casa na frente da tela, porque o filho e a esposa também precisam de atenção. Normalizamos o que não é normal, e isso tem gerado discussões, intrigas e até competição entre marido e mulher.
Primeiro fator: o eu no centro
Ela perguntou ao Senhor o que tem levado à destruição das famílias e trouxe dois fatores. O primeiro é o que chamou de eu-centrismo: o eu no centro. Em Marcos 10:6-9, Jesus lembra que no princípio Deus fez homem e mulher, que os dois se tornam uma só carne e que o que Deus uniu ninguém separa. Deus estabeleceu a unidade. Não existe eu sozinho na vida com Deus: até quem é solteiro tem pai, mãe e uma família da fé. Quem vive para si sempre escolhe o próprio benefício, e não o que gera comunhão, unidade e lealdade.
Mãe de duas meninas, ela contou que, cansada, pedia à caçula um tempinho só para ela. Descansar não é errado, mas não pode virar hábito deixar de dar tempo a quem quer estar conosco. Talvez a solução para a sua família seja tirar você do centro, deixar o orgulho e deixar Deus trabalhar no coração para compreender o outro. Em casa, ela e o Pr. Vitor têm o hábito de sentar para conversas sérias, em que os dois ouvem com o coração guardado para não se ofender, falam do que machucou e têm a chance de explicar que aquela não era a intenção.
Neste ponto a transmissão ficou sem áudio por cerca de três minutos. Quando o som voltou, a pastora falava de compromisso: o marido que falta com os compromissos e não é parceiro da esposa está negando a fé, e a mulher que não edifica a casa, não sustenta o marido em oração e não está presente quando ele precisa também. Não faz sentido dizer que ama o filho e odeia a maternidade, assim como não faz sentido dizer que ama a Deus e odeia a igreja. Quem é pai, ame ser pai. Quem é mãe, ame ser mãe. Quem é filho, honre os seus pais. Não existe família perfeita, mas existe a sua família.
Segundo fator: a comparação
Quem vê o feed não vê os bastidores. A comparação rouba a gratidão, alimenta a insegurança e distorce a realidade. Muitos homens e mulheres chegam à separação porque comparam a própria família com outras, até cobiçar o que não é seu, e pensam que, com as mesmas condições de outra família, a sua seria mais feliz. O antídoto é a satisfação, e só temos plena satisfação com o que temos quando estamos satisfeitos em Cristo. Quanto mais satisfeitos em Jesus, mais satisfeitos com a nossa família, porque o Senhor é o nosso tudo.
Eu e a minha casa serviremos ao Senhor
Para ver a família fluindo, a Pra. Jéssica apontou o caminho: tirar o eu do centro, parar de se comparar, erguer altares de adoração dentro de casa, falar de Jesus com os filhos e confiar no que Deus colocou nas nossas mãos, e não no que se vê nas redes sociais, na televisão ou no vizinho. Trazer a presença de Deus para dentro de casa é o único jeito que ela conhece de transformar uma família.
No fim, a igreja se reuniu em famílias, e quem estava sem a família se juntou a um irmão da fé. A pastora convidou cada um a orar por si mesmo, pedindo responsabilidade com a própria casa, e marido e esposa a pedirem ajuda para cuidar um do outro e lutar pelos que se afastaram da fé. Ela lembrou que, anos atrás, declarou que toda a sua família se renderia ao Senhor e conheceria a verdade que a libertou (João 8:32). E a igreja declarou junto: eu e a minha casa serviremos ao Senhor (Josué 24:15).
Esta ministração foi parte do culto de 2 de agosto de 2026. Assista ao culto completo.