Série Jejum de Pentecostes 2026
Permanecer com Deus e com o próximo
Na última semana dos 21 dias de jejum, o Pr. Geraldo lembrou que Deus nos chamou primeiro a frutificar, por dentro, no relacionamento com Ele, e depois a multiplicar, por fora. Nada disso acontece sem permanecer em Cristo, no seu amor e na sua Palavra. É o Espírito Santo, derramado no Pentecostes, que nos capacita a caminhar juntos e a dar fruto que permanece.
Este culto aconteceu na última semana dos 21 dias de jejum, um domingo antes do Pentecostes. A Comunidade Cristã Zoe Maringá recebeu o Pr. Geraldo e a Pra. Bernadete, que viram esta igreja nascer. Como disse o Pr. Vitor, nós somos fruto do chamado e da entrega deles. O Pr. Geraldo lembrou que a igreja se reúne para depois ir, no trabalho, na faculdade e nos relacionamentos, e fazer discípulos até que Jesus volte. Deus preza os relacionamentos, e a igreja principal de cada um é a própria família. Ele leu quatro textos: Gênesis 1:28, Gênesis 17:1-6, João 15:16 e Hebreus 10:35-39.
Não fostes vós que me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai, ele vos conceda. (João 15:16)
Frutificar para dentro, multiplicar para fora
Desde o início, Deus abençoou o homem e disse: frutificai e multiplicai-vos (Gênesis 1:28). A Abraão, aos 99 anos, Ele prometeu fazê-lo frutificar e ser pai de muitas nações (Gênesis 17). Para entender isso, precisamos mudar a mente, porque o ser humano tem uma mente religiosa. Na natureza, a árvore primeiro dá o fruto, e do caroço nasce outra árvore. Frutificar é para dentro: sou eu com Deus, o que eu vivo em Cristo. Multiplicar é para fora: ensinar, contar, abraçar e compartilhar o que Deus fez em mim. Sem um relacionamento com Deus que me mostre quem eu sou em Cristo, é difícil amar o outro. E o primeiro motivo para eu me amar de forma sadia é ser imagem e semelhança de Deus.
É a frutificação que nos leva a permanecer em Deus. Podemos ter os melhores sermões, a melhor igreja, os melhores recursos e até a melhor teologia, e não alcançar nada do que Deus espera de nós se não permanecermos nele. É a graça que faz tudo em nós e através de nós. Mas a graça não é uma coisa sem graça, nem irresponsável: ela tem responsabilidades.
Frutificar é renúncia
Quando nos convertemos, aprendemos a renunciar a algumas coisas: parar de beber, de fumar, de mentir, de brigar. Mas a renúncia não é só deixar coisas, é renunciar a si mesmo. Paulo diz: já estou crucificado com Cristo, e não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2:20). Paulo não perdeu a identidade. A vontade, os desejos e o modo de viver dele passaram a ser guiados por Cristo. Jesus não veio para nos anular, mas para preencher o que precisa ser preenchido, tirar o que faz mal e colocar coisas boas. Somos conhecidos lá fora como cristãos, aqueles que imitam o Mestre.
O pastor contou que, muitas vezes, saiu de casa para a igreja num dia ruim e voltou cheio de alegria, por causa do ambiente da casa de Deus. É esse ambiente que precisamos levar para fora, principalmente para as nossas casas, e isso só acontece através de Jesus. Frutificar é um estilo de vida, o mesmo que Jesus viveu em três anos e passou para nós: ir e fazer discípulos. A multiplicação é consequência, não o objetivo.
Pentecostes: poder e caminhar juntos
Estamos vivendo os dias do Pentecostes. Lembramos dele nas ministrações, nos propósitos e nos jejuns, e passamos essa história de pais para filhos. No Pentecostes se cumpriu a promessa de Jesus: a descida do Espírito Santo, que está dentro de nós, nos dá coragem e nos capacita para a obra de Deus. Pela nossa força não dá. Se lutamos até contra um desejo ruim que se repete, ou contra o estresse no trânsito, como faríamos a obra sozinhos? O derramar que aconteceu no Pentecostes continua onde há unidade. Podemos pensar diferente em algumas coisas, mas caminhamos juntos. Jesus mandou os discípulos permanecerem até serem revestidos de poder (Lucas 24:49). O Pentecostes fala de poder, de propósito e de caminhar juntos, com um só objetivo.
Por que dar bons frutos
- Porque é para isso que fomos chamados: Jesus nos escolheu e nos designou para dar fruto, e fruto que permaneça (João 15:16).
- Porque é assim que o Pai é glorificado: em darmos muito fruto (João 15:8).
- Porque os frutos agradam a Deus: viver de modo digno do Senhor, frutificando em toda boa obra (Colossenses 1:10).
- Porque a ausência de frutos traz julgamento: Jesus procurou figos numa figueira que só tinha folhas, e ela secou (Mateus 21:19).
- Porque quem não dá fruto pode ser substituído: o Reino será dado a um povo que produza os seus frutos (Mateus 21:43).
Fazer o fruto permanecer é responsabilidade nossa. É no discipulado e nas células que caminhamos juntos, compartilhamos as dores e as alegrias e nos motivamos. Não é só o pastor ou o ministério de louvor: é você quem caminha com Jesus. E não basta estar bem na igreja. Jesus disse que muitos vão dizer que profetizaram, expulsaram demônios e fizeram milagres em seu nome, e Ele vai responder que nunca os conheceu (Mateus 7:21-23). Frutos são vidas.
Permanecer é para a vida inteira
As ordens de Jesus são para a vida inteira. O pastor contou que, depois que saíram de Maringá, em 2020, veio a pandemia e eles se acomodaram em casa, achando que já era hora de se aposentar. Levaram um puxão de orelha de Deus: no Reino não existe aposentadoria. Hoje andam com passos mais curtos, mas continuam. Produzir frutos e obedecer aos mandamentos são consequências de permanecer em Deus. Se for para levar uma coisa só desta mensagem, é esta: eu preciso permanecer com Deus.
E como permanecemos? Jesus responde em duas frases. Como o Pai me amou, assim eu vos amei; permanecei no meu amor (João 15:9). E: se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:31-32). Hoje circula muita coisa que não é a Palavra de Deus. Permanecer é confiar no amor e na Palavra de Jesus. E permanecer também é perseverar.
Portanto, não lanceis fora a vossa confiança, que tem grande recompensa. Necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. (Hebreus 10:35-36)
Um tesouro que precisa ser repartido
A Pra. Bernadete trouxe uma palavra curta. Jesus é o tesouro mais precioso, e foi Ele quem sofreu para nos alcançar. Guardar esse tesouro só para nós é egoísmo. Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz comete pecado (Tiago 4:17). Que mal teriam feito os que profetizavam e expulsavam demônios em nome de Jesus? Não tinham fruto. O primeiro fruto é o do Espírito Santo morando em nós, que nos faz benignos, compassivos e misericordiosos. Mas esse fruto dentro de nós precisa gerar vidas. Nada do que conquistamos aqui tem valor no céu, a não ser as almas.
Ela contou que acompanha homens que conheceram Jesus na prisão. Um deles saiu, tropeçou, e ela o chamou a se levantar e fugir do que o inimigo quer para ele. Contou também que, quando se converteu, queria falar de Jesus para todo mundo na escola onde trabalhava. No Reino tudo é semente: se eu não compartilho, morre em mim.
Só permaneça nele
Para encerrar, o Pr. Geraldo disse que permanecer em Cristo, no seu amor e nas suas palavras, é confiar que tudo o que Ele revelou é para nós e para o nosso futuro, com Ele e com os irmãos. Este é o ano que o Senhor separou para frutificarmos, e as células são uma ferramenta para frutificar de forma natural, sem estufa e sem forçar. Na oração, lembrou que é Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar (Filipenses 2:13). Pediu que o Espírito Santo tire de nós o espírito crítico e nos faça mais ouvintes do que falantes. O novo sempre empolga, mas é fazer de novo o que o Senhor nos ensinou que nos sustenta. Perseverar é não retroceder.
Esta ministração foi parte do culto de 17 de maio de 2026. Assista ao culto completo.