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Ouve os conselhos de Deus

Pra. Claudia Siqueira, 20 de setembro de 2026, 2 Crônicas 7:14 e 1 Tessalonicenses 5:12-23

A Pra. Claudia Siqueira lembrou que Deus avisou Salomão de que viriam dias difíceis e prometeu ouvir o povo que ora e busca a sua face. Pelos conselhos de Paulo aos tessalonicenses, ela chamou a igreja a cuidar uns dos outros, a viver alegre, a ler a Palavra e a orar sem cessar, voltando ao quarto secreto como estilo de vida.

Neste domingo, a Palavra foi trazida pela Pra. Claudia Siqueira, nossa convidada, que foi recebida com gratidão e honra pela igreja. Ela começou com as palavras de Paulo: de boa vontade gastarei e me deixarei gastar por vocês, ainda que, amando mais, seja menos amado (2 Coríntios 12:15). Quando decidimos gastar os nossos dias em Deus, de boa vontade, Ele organiza o nosso tempo de tal forma que dá para tudo, até para o descanso.

O que nós estamos deixando?

A pastora contou que mora há quase dez anos no Rio de Janeiro. Deus a mandou justamente para o lugar onde ela dizia que nunca iria. Os filhos estão espalhados pelo Brasil, mas a família segue unida e envolvida na igreja, até a neta. A obra de Deus não termina quando nós dizemos, e sim quando e onde Ele diz. Em Petrópolis, a cidade dos museus, está a casa de Dom Pedro: a cama, as roupas e os uniformes muito bem preservados, mas sem vida. Um dia nós também vamos partir. A pergunta é o que estamos deixando e semeando. Estamos aqui porque alguém clamou por nós, às vezes alguém de quem nem sabemos o nome. Agora chegou a nossa vez de nos posicionar.

Se o meu povo orar

O tema da manhã foi a oração e o relacionamento com Deus. Nunca tivemos tanto conteúdo nas igrejas, no Instagram e no YouTube, e mesmo assim muitos não têm tempo para Deus. Vivemos dias de crise na economia, na saúde e de catástrofes pelo mundo. Até cantar a gente aprende, mas a questão é para quem estamos cantando. O texto lido foi a resposta de Deus a Salomão, depois que a casa do Senhor foi consagrada.

Se eu fechar o céu para que não chova ou ordenar aos gafanhotos que devorem o país ou sobre o meu povo enviar uma praga, se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra. (2 Crônicas 7:13-14)

Deus já deu a Salomão um prefácio: podiam vir coisas difíceis, mesmo para quem estava dentro daquela casa. Seguir o Senhor não nos livra de lutas na saúde, nas finanças ou no caminho. Mas Ele promete: se o meu povo me buscar, eu ouvirei.

Conselho não é opinião

Ao se despedir da igreja de Tessalônica, Paulo deixou conselhos. Conselho é diferente de opinião. Muitas vezes abrimos o coração e recebemos só a opinião de alguém, e às vezes até nos expomos demais. Os conselhos de Deus são outra coisa: Ele nos mostra como viver e diz, olha, não faça dessa forma. A pastora pediu que a igreja abrisse a Bíblia em 1 Tessalonicenses 5:12: tenham grande apreço pelos que trabalham entre vocês, que os lideram no Senhor e os aconselham. Paulo segue: advirtam os que vivem de forma desordenada, consolem os desanimados, amparem os fracos e sejam pacientes com todos (1 Tessalonicenses 5:14). Quem cuida de gente percebe só de bater o olho quando alguém não está bem. A tendência do mundo é cada um para o seu lado, mas o corpo de Cristo pergunta, ouve e manda uma mensagem para quem sumiu. A pastora lembrou que, naquela manhã, a igreja tinha ouvido que dezesseis pessoas começaram a Escola de Discípulos e seis se formaram. Quem foi atrás dos outros dez? Esse cuidado não é só do pastor. Pode ser eu e você.

A alegria do Senhor é a nossa força

Ninguém retribua o mal com o mal, procurem sempre o bem uns dos outros, e estejam sempre alegres (1 Tessalonicenses 5:15-16). Paulo escreveu isso depois de prisões, açoites, ameaças e fugas de cidade em cidade, e continuava alegre. Por que, conhecendo os conselhos de Deus, deixamos a tristeza e a angústia ocuparem tanto espaço? A alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10). Ela contou que, no dia em que Jesus a encontrou, ficou a pessoa mais feliz do mundo. No trabalho, diziam que aquilo ia passar. Até que um pastor olhou nos olhos dela e disse: só vai passar se você deixar. Naquele dia ela decidiu não deixar. A opção dela é levantar as mãos, cantar e dançar para Deus, com tudo bem ou sem tudo bem. O Senhor é o primeiro da fila, e depois dele vêm todos os outros.

Estejam sempre alegres, orem continuamente, deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus. Não apaguem o Espírito. Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. Afastem-se de toda forma de mal. (1 Tessalonicenses 5:16-22)

A Palavra é inegociável

A leitura da Palavra é inegociável, porque ela é a luz para o nosso caminho. Ela vai entrando em nós e tomando forma, e essa forma é a semelhança de Cristo. A pastora lembrou de uma mulher que a acompanhava no início da fé e falava da Bíblia com muito prazer. Ela perguntou qual era o segredo. A resposta foi simples: ler, ler e ler, até começar a gostar.

A oração é preventiva

Vivemos num tempo de tecnologia que detecta quase tudo, e mesmo assim uma catástrofe recente pegou todo mundo de surpresa. A nossa vida também tem surpresas que ninguém espera. Por isso a oração é preventiva. Não oramos só quando estamos precisando: a oração tem que fazer parte do nosso estilo de vida, como comer e beber. Somos limitados, e é arrogância planejar a semana como se tudo já estivesse garantido.

Orar é sair do lugar onde limitamos Deus e reconhecer quem Ele é e que a sua presença nos satisfaz. A oração cuida da alma, das emoções e da mente, que é rápida, toma ofensa, quer desistir de lutar e de acreditar. Fazemos planos para as finanças, perguntamos à inteligência artificial como ajustar o orçamento e como educar os filhos, mas só Deus vê tudo e sabe tudo. Por isso Paulo diz: orem sem cessar. A nossa vida inteira pode ser um lugar de oração. Com a oração aprendemos também a ser gratos a Deus por todas as coisas. A pastora lembrou da mãe, que criou quatro filhos pequenos com um salário mínimo e nunca deixou de ser fiel a Deus. Os filhos cresceram, estudaram, se formaram e trabalham.

Voltar ao quarto secreto

Muita coisa nós já sabemos. O conselho de Deus é voltar à prática. Jesus manda entrar no quarto e fechar a porta (Mateus 6:6). O momento coletivo é bom, mas existe o momento individual, olho no olho com Deus, onde mostramos a Ele quem somos. Temos vinte e quatro horas por dia até o fim da vida, e dentro delas cabe o que mais precisamos. Se nós, como povo de Deus, queremos ver mudar o que está acontecendo na terra, precisamos voltar ao quarto secreto.

É maravilhoso ser participante da oração. Uma irmã que ela acompanha contou que deixou o egoísmo na oração: passou a orar pelas necessidades do grupo e a ver Deus responder. A pastora lembrou também da primeira vigília de oração para a qual foi convidada, levando um papelzinho com os pedidos, e de como, quando chegou a vez dela, foi quebrantada diante de Deus.

Ela encerrou lembrando que a oração nos dá livre acesso àquele que é tudo, e que a palavra daquela manhã era ouvir os conselhos de Deus. Pediu que cada um lembrasse de alguém por quem orar, que não deixasse de amar e de orar, e alertou que, sem o Espírito Santo, tudo o que fazemos vira religiosidade e performance. A igreja foi conduzida em oração e em louvor, com um apelo para quem estava ali pela primeira vez.

Esta ministração foi parte do culto de 20 de setembro de 2026. Assista ao culto completo.