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Jesus é real

Pra. Jéssica Coutinho, 27 de dezembro de 2022, Isaías 9:4-7 e Lucas 2:1-14

No culto de Natal, a Pra. Jéssica Coutinho lembrou que Jesus não é só uma figura da história nem um conceito: é o Deus encarnado, anunciado pelos profetas e nascido numa manjedoura. Ele veio para que pudéssemos nos relacionar com Deus, para nos salvar e para transformar a nossa vida, e quem o encontra de verdade não continua o mesmo.

No culto online de Natal, a Palavra foi trazida pela Pra. Jéssica Coutinho, com o tema Jesus é real. Ela contou que, na casa dos avós do Pr. Vitor, há um quadrinho com essa frase, e toda vez que olha para ele o Senhor ministra algo ao seu coração. É uma afirmação simples, mas nem todos vivem essa afirmação. Os textos foram Isaías 9 e o relato do nascimento de Jesus em Lucas 2.

Pois um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. O governo estará sobre seus ombros, e ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno e Príncipe da Paz. Seu governo e sua paz jamais terão fim. (Isaías 9:6-7)

Um lunático ou o Deus encarnado

Provavelmente Jesus não nasceu em 25 de dezembro, mas nessa data muitas nações param para pensar nele. Por isso a pergunta da noite foi: quem Jesus é na sua vida? A Pra. Jéssica lembrou um trecho conhecido de Cristianismo puro e simples, de C.S. Lewis: ou Jesus era um lunático, ou é Deus encarnado. Muita gente sabe quem é Jesus e até o chama de revolucionário, porque a história se divide em antes e depois de Cristo. Mas vive como se ele fosse uma história, e não uma pessoa real que habita no nosso meio. Houve muitos homens que mudaram a humanidade. Só Jesus transforma a nossa vida com peso na eternidade.

Tudo foi anunciado antes

O nascimento de Jesus era o plano perfeito de Deus, predito muito antes. Em Isaías 7, o sinal dado ao povo foi uma virgem que daria à luz um filho chamado Emanuel, Deus conosco, um Deus que nunca nos abandona. Mateus 1 e 2 e Lucas 2 contam como essa profecia se cumpriu. Em Isaías 9, a promessa é de um menino que quebra o jugo da escravidão e a vara do opressor. O profeta Miqueias anunciou que ele nasceria em Belém. Para isso, José obedeceu ao recenseamento do imperador e, por ser descendente de Davi, foi com Maria até Belém. A cidade era pequena e estava lotada, não havia lugar na hospedaria, e Jesus nasceu numa manjedoura.

Não tenham medo! Trago boas notícias, que darão grande alegria a todo o povo. Hoje, em Belém, a cidade de Davi, nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor! (Lucas 2:10-11)

Um Deus que escolheu a manjedoura

Jesus, cem por cento Deus, podia escolher qualquer lugar para nascer, e escolheu um ambiente simples. Ele abriu mão da sua glória para vir como homem, como um bebê no ventre de uma mulher. A Pra. Jéssica lembrou da filha pequena, que precisa de cuidado o dia inteiro para se limpar e para comer. Jesus foi esse bebê. Isso nos constrange, porque ele não precisava fazer isso. E ela apontou três propósitos para Deus ter vindo como homem.

Para nos relacionarmos com Deus

O desejo de Deus sempre foi se relacionar conosco, mas o pecado entrou, e nós nascemos inclinados a pecar. Então Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho, para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna (João 3:16). Jesus não era um lunático que dizia ser o caminho, a verdade e a vida (João 14:6). Ele é o próprio Deus encarnado, e é por ele ter vindo como homem que temos livre acesso a Deus. Jesus é mais real do que aquilo que vemos e ouvimos, e quer fazer parte da nossa vida.

Para nos salvar

Paulo escreveu que esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais ele era o maior (1 Timóteo 1:15). Quem se acha indigno da salvação recebe dele essa chance. O nosso destino era a morte eterna, e por causa do Deus que se fez homem temos salvação e vida eterna. Muitos dizem que a única certeza da vida é que vão morrer um dia. A certeza da Pra. Jéssica é que nunca vai morrer, porque estará viva na eternidade por causa de Cristo, e essa convicção vem da fé que mora no coração.

Para transformar a nossa vida

Contemplando a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória (2 Coríntios 3:18). Já não somos nós que vivemos, mas Cristo vive em nós (Gálatas 2:20). Se alguém teve um encontro com Jesus e não foi transformado, não teve esse encontro, porque é impossível olhar nos olhos dele, que são como chamas de fogo, e continuar o mesmo. Por isso a humanidade está dividida: muitos sabem quem é Jesus, poucos vivem para ele.

Jesus não é mais uma filosofia, uma teologia ou um conceito. Não podemos servir a dois senhores (Mateus 6:24). Se ele governa a nossa vida, não dá para rejeitar as suas palavras e as suas orientações, e só somos a imagem dele quando ouvimos a sua voz e obedecemos. A Pra. Jéssica contou que conheceu Jesus em 2010, aos 18 anos, e desde então nunca mais foi a mesma pessoa. Se ele transformou a vida dela, pode transformar a de qualquer um.

O presente que Jesus nos dá

Quem ainda não tem um relacionamento com Jesus precisa de um batismo de convicção: uma fé que faz sentir, até no corpo, quem ele é, para que deixe de ser um conceito e passe a ser o autor da nossa vida. Pode começar com uma oração simples, porque se confessarmos com a boca que Jesus é o Senhor e crermos no coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, seremos salvos (Romanos 10:9). No Natal trocamos presentes, e o aniversário é de Jesus, mas é ele quem nos presenteia: a vida transformada, a salvação, a vida eterna e a sua presença.

Na oração final, a Pra. Jéssica agradeceu pelo amor que nos constrange e pela graça que nos salvou sem que tivéssemos nada a oferecer. Pediu que, a partir daquela noite, o Senhor não fosse mais um conceito, e sim a nossa maneira de pensar, de falar, de agir e de trabalhar, numa vida governada pelo Espírito Santo e transformada dia após dia. E a igreja afirmou junto: Jesus é real, e vamos viver essa realidade cada vez mais.

Esta ministração foi parte do culto de 27 de dezembro de 2022. Assista ao culto completo.