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Série Mês da Família 2024

Avivamento dentro de casa

Pr. Hugo Campos, 4 de agosto de 2024, Gênesis 28:14 e Salmo 127:1-3

No primeiro culto do Mês da Família de 2024, o Pr. Hugo Campos lembrou que não existem famílias perfeitas, mas existem famílias abençoadas, e que sem Deus as nossas casas acabam virando estatística. Ele deixou sete conselhos para viver um avivamento dentro de casa: desfrutar da família, conectar o coração, fazer do lar um refúgio, divertir-se, diminuir o ritmo, viver o presente e planejar a vida em família.

No primeiro culto do Mês da Família de 2024, um culto de Santa Ceia, a Palavra foi trazida pelo Pr. Hugo Campos, da Comunidade Cristã Ruah, em Marialva-PR, discipulador dos nossos pastores. Ele lembrou que 2024 era, para a Comunidade Cristã Zoe Maringá e para as igrejas da nossa rede, um tempo de avivamento, e que em agosto a oração era para que esse avivamento chegasse às famílias. Ele disse que nunca acreditou em famílias perfeitas, porque elas não existem. Mas a Bíblia diz que existem famílias abençoadas.

Em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. (Gênesis 28:14)

Se o Senhor não edificar a casa

A promessa feita a Abraão em Gênesis 12:3 se estende, em Gênesis 28:14, à descendência: a partir de você, dos seus filhos, netos e bisnetos. As nossas famílias são sempre o resultado das intervenções de Deus. Se Ele não tocar nas nossas casas, o que conseguimos fazer por natureza é destruir. O Salmo 127 diz que, se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam, e que é inútil levantar de madrugada e dormir tarde achando que a força do braço muda a vida. A história dos patriarcas mostra isso: Sara, Rebeca e Raquel eram estéreis, e em cada geração Deus deu filhos e cumpriu a promessa. O Deus que servimos sempre toca e muda as nossas histórias.

O comum não deveria ser normal

O Pr. Hugo trouxe números sobre a família no Brasil: famílias cada vez menores, mais da metade dos jovens sem querer se casar, muitos casais sem querer ter filhos, mais de 421 mil divórcios registrados em 2022 e a violência contra mulheres e crianças acontecendo, na maioria das vezes, dentro de casa. Isso não é a minoria, é o comum. E esses números vão chegar às nossas casas se Deus não chegar primeiro. Ou experimentamos um avivamento, ou faremos parte das estatísticas.

Por isso a igreja precisa voltar os olhos para dentro de casa. Muitas vezes, para fugir de conversas difíceis, espiritualizamos coisas que deveriam ser reais e comuns. A família do pregador também tem lutas e falha na comunicação, mas quem quer viver avivamento não desiste de melhorar. Então ele trouxe sete conselhos que eles têm tentado viver em casa.

Desfrutar e conectar o coração

Primeiro: desfrutar da família como presente de Deus. Os filhos são herança do Senhor, como flechas na mão do guerreiro (Salmo 127:3). Todos querem uma vida perfeita na tela, com filtro, mas a vida a que Deus nos chamou é real, de carne e osso. Todo mundo tem dores e marcas, e a pergunta é se Jesus entrou. Se Ele faz parte, o que não é capaz de mudar? A gratidão não é um pensamento, é uma atitude pelo que Deus já fez, e não pelo que ainda falta. Em vez de só pedir que Deus mude o marido, agradecer: eu tenho um marido, ele pode melhorar, e o Senhor já está trabalhando.

Segundo: conectar o coração dentro de casa. Estamos ligados ao mundo e ao trabalho o tempo inteiro, mas e com o cônjuge e os filhos? Passar tempo em casa não é cada um num quarto, numa tela. É tempo intencional. Ele desafiou a igreja a ter, ainda naquela semana, a conversa difícil que vinha sendo adiada. A nossa geração fala tudo pela tela e fica muda olho no olho. Precisamos conversar de verdade, elogiar e reafirmar o que a nossa família tem de bom, e profetizar sobre a casa o que Deus já disse na Palavra.

Fazer da casa um refúgio

Terceiro: fazer da família um refúgio de bênção e de paz. Por melhor que seja o hotel, depois de alguns dias só queremos voltar para casa, e a casa são as pessoas que estão lá. Isso tem a ver com contemplação: fixar o olhar, admirar demoradamente, como faz quem está apaixonado. Toda semana, na volta da escola, o Pr. Hugo para com o filho mais novo no ponto mais alto da cidade para comer churros e ver o pôr do sol. Na viração do dia era quando Deus se encontrava com Adão e Eva no jardim (Gênesis 3:8). Ele nos desafiou a enxergar em casa mais qualidades e menos defeitos. Cristãos verdadeiros amam seus lares e lutam por eles até o fim, porque o mais fácil é desistir do projeto de Deus.

Divertir-se, diminuir o ritmo e viver o presente

Quarto: divertir-se. A família precisa ser divertida. O autor cristão C. S. Lewis disse que a alegria é o assunto sério do céu. Espiritualidade não é cara de maracujá de gaveta: a alegria está logo no começo do fruto do Espírito (Gálatas 5:22).

Quinto: diminuir o ritmo. A vida baseada em desempenho está consumindo a saúde e a família de muita gente, e às vezes o peso a perder é o da agenda. Muitos pais vivem levando os filhos de uma atividade a outra. Se os nossos filhos aprenderem a amar a Deus, a abrir a Bíblia e a contemplar a face de Cristo, cumprimos o nosso papel com excelência. Se dermos tudo e eles saírem de casa sem o Senhor, trabalhamos pela prioridade errada. Sexto: viver o presente, celebrando as pequenas coisas que Deus fez hoje e dividindo a vida com pessoas reais.

Planejar a vida em família

Sétimo: planejar. Planejamos a troca de carro e a construção da casa, e também precisamos planejar o descanso e o tempo com a família. Um irmão da igreja deles ensinou a escrever na agenda a rotina, e não só os compromissos, porque as pequenas pausas do dia também precisam ser respeitadas. O Pr. Hugo terminou convidando a igreja a tirar o filtro da família, tirar as máscaras e viver a vida comum com alegria e profundidade, para que aquele mês fosse um mês de avivamento em cada lar.

Depois da Palavra, as famílias foram convidadas a ir juntas ao altar e apresentar a Deus seus sonhos, suas dores e o que precisava de perdão, porque não há nada impossível para Deus. A igreja orou pelos familiares que ainda não conhecem Jesus e, em seguida, celebrou a Santa Ceia.

Esta ministração foi parte do culto de 4 de agosto de 2024. Assista ao culto completo.